18 de fevereiro de 2018

A CARTA DA TERRA COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO.

Projeto Ecocebrac BH adota a visão integradora e holística  da Carta da Terra como matriz pedagógica e utiliza jogo de tabuleiro para ações multidisciplinares.


Jogo Carta da Terra foi adotado como elemento para as ações interdisciplinares

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações." ¹

Esta é a grande proposta da CARTA DA TERRA, documento gestado durante a Rio 92 por organizações Não Governamentais e Governos e que, apoiado por diferentes instâncias, ganhou proporções maiores e seguiu como desafio de se tornar um documento com visão integradora e holística, ratificado no ano de 2000.
A Carta da Terra, segundo Leonardo Boff², considera a pobreza, a degradação ambiental, a injustiça social, os conflitos étnicos, a paz, a democracia, a ética e a crise espiritual como problemas interdependentes que demandam soluções includentes. Ela representa um grito de urgência face as ameaças que pesam, sobre a biosfera e o projeto planetário humano. Significa também um libelo em favor da esperança de um futuro comum da Terra e Humanidade.” 

A CARTA DA TERRA COMO MATRIZ PEDAGÓGICA

A equipe de educadores e convidados durante a exposição do cocriador do jogo.
Pensar todos estas questões e as formas didáticas de discuti-las de forma ampla e aplicada  às três etapas do projeto EcoCebrac 2018, foi o desafio pedagógico lançado na última sexta-feira (16) no Cebrac unidade BH, para a qual prestamos consultoria.

Cláudio Casaccia atuando como tutor .
Na ocasião, nos reunimos com a gestora Carolina Crema, a coordenadora pedagógica Rosângela Lacerda e os 7 educadores da unidade para a realização do wokshop "Jogo Carta da Terra" promovido pelo arquiteto e cocriador do jogo, Cláudio Casaccia que conduziu, com extrema competência, a atividade. 

O jogo que estimula os participantes a compartilharem suas experiências pessoais, a protagonizar ações socioambientais, desfrutar de uma atmosfera cooperativa e viver momentos de alegria e aprendizado, será o norteador de todas as ações do Ecocebrac neste ano, na unidade Belo Horizonte. 

O workshop iniciou com uma apresentação pormenorizada dos amplos objetivos que se podem ser alcançados através da ludicidade implícita no jogo. Na sequência, uma rodada com mediação de Casacci, proporcionou aos participantes conhecer melhor as regras e a dinâmica do jogo, além do conteúdo do importante documento "Carta da Terra". 
Também foram discutidas as estratégias de como utilizar a atividade em sala de aula, entre outros espaços, e ainda como os instrutores podem agir como multiplicadores dos conhecimentos compartilhados e vivências propostas por este belíssimo jogo de tabuleiro.


Desafio lançado para uma equipe super motivada e pronta para fazer valer sua missão em 2018.

Através do Maria Reciclona - Núcleo de ações para a sustentabilidade esta atividade pode ser contratada e levada para outros ambientes educacionais e corporativos.

¹ fonte MMA
²Leonardo Boff Teólogo e Presidente de Honra do CDDH DOCUMENTOS DA CARTA DA TERRA

31 de janeiro de 2018

Abertura do projeto Ecocebrac BH 2018 põe em pauta as questões da mobilidade urbana.



Alunos do Cebrac Unidade BH em evento promovido para discutir as questões ligadas à mobilidade urbana .
O projeto Ecocebrac 2018 teve sua abertura realizada no último sábado (27), adotando a mobilidade urbana e as perspectivas que a ligam à sustentabilidade como tema principal de discussão.
Alunos das diferentes turmas do Cebrac unidade BH se reuniram para a o II Passeio Cebrac Sobre Rodas, realizado na esplanada do Mineirão.

A experiência do transporte coletivo adotada como base para discussões
O percurso até o local foi feito em transporte coletivo fretado, quando cerca de 150 alunos, sob supervisão dos instrutores e da coordenadora pedagógica da unidade, puderam refletir sobre diferentes questões ligadas ao tema, que trata sobretudo das condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. 
O fato é que esta questão vem se apresentando como um desafio enfrentado pela maioria das grandes cidades no Brasil, que esbarram em problemas como o privilégio aos transportes individuais, em detrimento da utilização de transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a superlotação. Além de social, esta é uma questão ambiental, pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala, incluindo o aumento do problema das ilhas de calor.

Entre as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos especialistas, está o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos. Além disso, o incentivo à utilização de bicicletas, principalmente com a construção de ciclovias e ciclofaixas, também pode ser uma saída a ser mais amplamente trabalhada. Outra proposta apresentada por especialistas em gestão urbana é a diversificação dos modais de transporte, já que, ao longo do século XX, o Brasil foi essencialmente rodoviarista, em detrimento do uso de trens, metrôs e outros. Uma saída seria investir mais nesses modos alternativos, o que pode atenuar os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do país.

Após o momento de reflexão e discussões, os participantes puderam se divertir e praticar atividades físicas ligadas ao transporte alternativo, como andar de bicicletas, patins, skate, entre outros.


A grande atração ficou por conta do aluno Jean , conhecido como como Jean MC Bike que se deslocou por toda a Esplanada utilizado um triciclo de 3 metros de altura, chamando assim toda a atenção do público local para a temática importante que ali estava sendo abordada.
Jean MC Bike em sua performance pela Esplanada do Mineirão
Desta forma, iniciamos mais um ano do Projeto ECOCEBRAC que já tem planejada inúmeras atividades tanto para os alunos quanto para a população em suas três etapas que buscam promover a conscientização, a solidariedade e a transformação.

3 de janeiro de 2018

Tem cheiro de reciclagem no ar... E que cheirinho bom!


No fim do ano, quando as festas se multiplicam, com elas também crescem o consumo de bebidas e alimentos acondicionados em embalagens de vidro consideradas "descartáveis" ou "não retornáveis". Como consequência, a grande quantidade de vidros descartados incorretamente, levam para o negativo nossa conta com o meio ambiente. E esta é uma preocupação que devemos iniciar o ano considerando e compensando.


O vidro está entre os diferentes materiais que podem ser retirados do meio ambiente e submetidos ao processo de reciclagem. Mas mesmo tendo em sua composição elementos naturais, como a sílica (presente na areia das praias), ainda assim é o que mais leva tempo para ser reabsorvido em condições ambientais. Isto ocorre porque a composição do vidro faz com que ele seja extremamente resistente às alterações climáticas.

Diferentes estudos e institutos analisam as condições de decomposições de resíduos no meio ambiente e estimam que a decomposição total do vidro na natureza pode durar até 1 milhão de anos, dependendo das condições às quais o material é sujeito. Mesmo com grande variação, o tempo mínimo de desgaste total é de 4 mil anos – muito mais tempo que itens fabricados com alumínio ou plástico. 

Pensando nisto, reaproveitei previamente algumas embalagens vazias de vidros de conserva que dispunha, e as transformei em lembrancinhas artesanais de Natal. Decorei todos com a técnica de decoupagem e os usei para acondicionar e presentear com saches perfumados para gavetas e armários.
Vejam como ficaram.


Os saches foram produzidos com tecido de malha de algodão e enchimentos de sagu, com essência aromatizante de alecrim. O perfume ficou delicado e as amigas amaram.
Ah... e para dar um charme à mais, troquei as tampas de metal por rolhas de cortiça.


Aproveitei e fiz também esta garrafa decorada especialmente para uma amiga incluir em sua coleção
Se você gostou e quiser fazer os saches também, vai aqui um rápido tutorial:

Material necessário
- Essência para cosméticos ( 30 ml)
- Base líquida para preparação de perfumes e aromatizantes (90 ml)
- 500 gr. de sagu
- Retalhos de tecidos (usei malha de algodão).
- Linha ou fita para amarrar.

Modo de fazer

- Em um recipiente de vidro, misture a essência e a base líquida. Reserve.
- Coloque o sagu em um saco plástico (com tamanho suficiente para acondicionar o sagu e permitir movimentos para misturar)
- Acrescente a mistura líquida. e feche hermeticamente o saco. 
- Mantenha o saco fechado por pelo menos 24 horas, fazendo movimentos periódicos para misturar os ingredientes e ajudar ajudar a distribuir o aroma por todo o sagu.
- Passado esse tempo, corte quadrados de  15x15cm no tecido e  recheie cada um com uma pequena quantidade de sagu já aromatizado. 
- Feche o tecido formando uma trouxinha e amarre com linha ou fita .

Obs: Em cada vidro coloquei 5 saches.


E para finalizar, deixo aqui meu abraço e os meus votos de um ano novo cheio de paz e realizações para todos vocês.

9 de dezembro de 2017

Discutindo estratégias para a consolidação da coleta seletiva solidária em Belo Horizonte.


Sonho com um tempo onde praticar a educação ambiental seja um ato cotidiano de cada cidadão, traduzido em hábitos responsáveis. Asim, almejo viver em uma cidade onde os resíduos sólidos e orgânicos recebam da sociedade civil e do poder público, o devido tratamento. Digo, tratamento incluindo aspectos responsáveis do consumo, descarte e destinação. 
É necessário que os problemas oriundos do grande volume de resíduos produzidos e coletados em nossa cidade passem pela análise crítica de diferentes instâncias da sociedade. Eu, como educadora e agente ambiental não poderia estar fora de um evento onde assuntos relacionados ao programa de coleta seletiva de BH, desde seu surgimento até as perspectivas de aprimoramento do serviço, fossem o tema principal.


Na última terça-feira (5), das 14h às 17h, participei do seminário “Estratégias para a consolidação da coleta seletiva solidária e inclusiva em Belo Horizonte” que aconteceu no Auditório Juscelino Kubitschek, na sede da PBH.
Ponto comum das mesas de exposição e do debate, o Seminário apontou para a necessidade da convergência integradora de ações e esforços que potencializem a reciclagem e valorização dos catadores na capital. 
Um dos temas de destaque foi o trabalho de mobilização social, educação e cultura, desenvolvido para a disseminação e ampliação desse tipo de coleta que, segundo o relatório de atividades  anual da SLU,  em 2016 registrou como coletados 7.282 toneladas de recicláveis, o que corresponde apenas a 1,08% dos resíduos domiciliares coletados naquele ano.

Mesas formadas pelo poder público e sociedade civil discutiram as perspectivas e planejamento da coleta seletiva solidária com início em 2018 , onde a grande diferença se dará pela participação direta e efetiva das cooperativas de coletores de resíduo sólidos. Cabe lembrar que trabalho desenvolvido pelas redes de triagem de material reciclável de Belo Horizonte que atuam na coleta seletiva solidária do município é uma parceria inédita no país. 

Atualmente a Coopesol Leste já realiza ações nos bairros Floresta e Colégio Batista. A gestão e a operação do serviço são feitas pela própria associação, que trabalha, ao mesmo tempo, no recolhimento e na triagem dos recicláveis, usando um caminhão cedido pelo município. A expectativa é que essa experiência seja ampliada, a partir do próximo ano, para outras regiões da cidade . 

Entre outros painéis, foi apresentado o trabalho da SLU na área de sensibilização e educação ambiental durante a implantação da coleta seletiva solidária em uma rede de escolas, enfatizando assim a importância da mobilização e educação no processo. Os participantes do seminário ainda conheceram as iniciativas exitosas no campo da arte que servem de incentivo no engajamento para a correta destinação dos materiais recicláveis.

O evento, realizado pelo Fórum Lixo e Cidadania de BH/ PBH e SLU, contou com a presença de cidadãos belo-horizontinos interessados nas temáticas socioambientais e de gestão de resíduos, catadores de materiais recicláveis, técnicos da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), integrantes do Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) entre outros.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...